terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

LUSITANOS - VIRIATO


VIRIATO
Quadro do mestre Carlos Alberto Santos.
Por especial autorização para este blogue
Colecção particular

Guerreiro e Chefe Lusitano  que foi assassinado no ano de 140 antes de Cristo. A sua história de resistente e líder de um povo começou com uma saguinolenta traição dos romanos que iludindo os lusitanos, pela aparente boa fé do Cônsul Galbam depõem as armas com que tinham combatido os romanos e dispersam-se para diferentes locais. Mal começam a retirar pacificamente, o exército romano cai sobre eles e executam uma terrível mortandade, escapando poucos, mas entre esses que se salvaram ia Viriato.

À sua voz reúnem-se os lusitanos, jurando vingança. Viriato ainda não é o chefe, combatendo ombro a ombro com os seus, assim o Pretor Caio Vetilio com as suas tropas bem organizadas e disciplinadas, uma vez mais derrotam esses "pastores provocadores", que se vêem obrigados a refugiarem-se nas montanhas e nos locais mais recônditos.

Neste sentido, uma voz de revolta sobressai entre todas, é a de Viriato que incitando o seu povo à insurreição, à vingança dos seus mortos e à independência do jugo romano, consegue reanimar os seus  e eles confiam-lhe o comando (147 AC), foi este  novo chefe que empregou pela primeira vez o ardil, que sempre fora fatal à lógica de Roma e ao seu exército clássico.

Depois de uma série de emboscadas, Viriato à frente de um grupo de cavaleiros simula fazer frente ao inimigo, retirando-se seguidamente, teve este como intuito mostrar ao Pretor que estava vivo e que os lusitanos estavam dispostos a tudo e assim começou uma série de vitórias para Viriato e o seu povo, que segundo Pinheiro Chagas (...) junto a Tribola, Vetelio é derrotado. Cinco mil homens, que iam socorrer Tartesso, onde se haviam refugiado o resto das tropas romanas, tem igual sorte, sem um só poder escapar. Caio Plaucio é derrotado na batalha campal junto a Cora (...)
(...) Não é mais feliz Unimano do que os seus antecessores Caio Nigidio, que traz reforços consideráveis, é completamente destroçado junto a Viseu. Caio Lelio recupera uma passageira superioridade, que enche de alegria Roma. Fábio Emiliano vem com a missão de acabar de vez com a guerra, trazendo um reforço de quinze mil infantes e dois mil cavaleiros, que se reúnem ao exército de Lelio, às legiões romanas existentes em Espanha e aos seus aliados. Todo este imenso poder é destroçado, junto a Ossuna, pelo valente Chefe Lusitano (...)

(...) Fábio toma a desforra em Beja; mas Viriato é incansável; levanta tropas e derrota os romanos, encurralando-os nos seus quartéis em Córdova, e caminha em marcha triunfal até Granada e Múrcia! (...)

(...) Roma faz os últimos esforços e incumbe o General Serviliano de marchar contra os lusitanos. Duas vezes derrotado o Cônsul vê-se obrigado a assinar um tratado de paz em que Roma reconhece o poder de Viriato. Não rectificou a república, enviando outro general, Cipião, que recorrendo à astúcia, já que nada lucrava com a força, descobriu em dois embaixadores de Viriato dois traidores que acabariam por assassinar cobardemente o seu chefe (...)


ASSASSINATO DE VIRIATO
Quadro de Carlos Alberto Santos
Por especial autorização para este blogue
Colecção particular
Assim morreu Viriato, notável resistente e Chefe Lusitano que nunca se vergou, nem se deixou intimidar perante o poder de Roma e do seu invencível exército.
Texto coorden. por: marr

MORTE DE VIRIATO
Quadro de José de Madrazo
(Museu de Arte Moderna, Madrid)







domingo, 6 de fevereiro de 2011

LUSITANOS - ARMAS DEFENSIVAS

COETRA, PELTA ou PELTRA
Escudos redondos, côncavos exteriormente, com dois pés de diâmetro feitos de esparto. Eram suspensos ao pescoço por intermédio de correias, sem argolas nem asa para a mão.

ESCUDOS
De couro endurecido ao fogo, geralmente pintados com diversos motivos.
Observação:
No que diz respeito ao formato dos escudos uns dizem que eram redondos com dois pés de diâmetro (Estrabão), outros que tinham escudos compridos ao modo dos gauleses (Tito Livio). Nas estátuas encontradas no nosso País todas ostentavam escudos pequenos e redondos.


PROTECÇÕES PARA O PEITO
Confeccionadas em linho, muito espesso ou de malha de couro torcido, sendo alguns metálicos (o que era muito raro), por vezes utilizavam o perponto, feito de linho almofadado ou com entretela de lã, pespontado, que era utilizado para rebater as pontas das lanças, espadas ou qualquer outra arma aguda.


PROTECÇÕES PARA AS PERNAS
As "ocrêas" eram uma espécie de polainas ou caneleiras feitas em couro ou tecido.

COBERTURAS DE CABEÇA

CUDO ou GALEA
Casco simples de forma oval confeccionado em couro, preso ao queixo por uma correia tendo, de cada lado, recortes para deixar passar os cabelos soltos ou as tranças.
CASCOS
De cobre ou bronze, uns tinham um orifício no fundo, por onde podia sair o cabelo ou crinas; outros em bronze, com duas ou três cimeiras "à grega" ornados de crinas ou penas.
A estas coberturas de cabeça, geralmente eram adaptadas uma espécie de viseira em forma de máscara humana, chamada "bucula", que tinha como objectivo defender a face.

Texto e ilustrações de: marr