quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

LUSITANOS - ARMAMENTO



FALCATA
Espada curta, à maneira de foice, com fio ou corte, na parte interior.



ESPADA

A -espada romana
 B - espada lusitana

Começaram por ser de cobre forjado e depois de ferro, tinham dois gumes e ponta, com punho de metal e geralmente eram enriquecidas no pomo com figuras diversas. Algumas era feitas de uma só peça, de têmpera dura e corte afiado.

As espadas eram suspensas por meio de correias em forma de bandoleiras e as bainhas eram de couro ou de madeira












ADAGA
Tratava-se de uma espada mais pequena e que tinha por nome "machoera"




PUNHAL
Era uma espécie de faca "rhanda" com cerca de 20 centímetros de comprimento.


Nota:
         Tanto as espadas como os punhais foram adoptadas pelas tropas romanas em virtude da sua grande 
         qualidade




CLAVA
Ou "aclide" arma de madeira muito grossa na extremidade superior, com cravos ou pregos de ferro pontiagudos. Geralmente era suspensa pelo punho por uma correia grossa ou cadeia.

FUNDA
Instrumento de couro, tripa, crina, junco, esparto, etc., que tinha duas pontas de corda, com a qual se lançavam pedras e outros projécteis. Geralmente as pedras lançadas por estas armas, tinham diversas formas e dimensões fazendo-se o possível para serem aproximadamente iguais. Estas pedras eram transportadas numa bolsa de couro. Um bom fundibulário arremessava projécteis a uma distância bastante razoável e com muita eficiência, conseguia, com facilidade, derrubar o inimigo.
Texto e ilustrações de: marr






terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

LUSITANOS - VIRIATO


VIRIATO
Quadro do mestre Carlos Alberto Santos.
Por especial autorização para este blogue
Colecção particular

Guerreiro e Chefe Lusitano  que foi assassinado no ano de 140 antes de Cristo. A sua história de resistente e líder de um povo começou com uma saguinolenta traição dos romanos que iludindo os lusitanos, pela aparente boa fé do Cônsul Galbam depõem as armas com que tinham combatido os romanos e dispersam-se para diferentes locais. Mal começam a retirar pacificamente, o exército romano cai sobre eles e executam uma terrível mortandade, escapando poucos, mas entre esses que se salvaram ia Viriato.

À sua voz reúnem-se os lusitanos, jurando vingança. Viriato ainda não é o chefe, combatendo ombro a ombro com os seus, assim o Pretor Caio Vetilio com as suas tropas bem organizadas e disciplinadas, uma vez mais derrotam esses "pastores provocadores", que se vêem obrigados a refugiarem-se nas montanhas e nos locais mais recônditos.

Neste sentido, uma voz de revolta sobressai entre todas, é a de Viriato que incitando o seu povo à insurreição, à vingança dos seus mortos e à independência do jugo romano, consegue reanimar os seus  e eles confiam-lhe o comando (147 AC), foi este  novo chefe que empregou pela primeira vez o ardil, que sempre fora fatal à lógica de Roma e ao seu exército clássico.

Depois de uma série de emboscadas, Viriato à frente de um grupo de cavaleiros simula fazer frente ao inimigo, retirando-se seguidamente, teve este como intuito mostrar ao Pretor que estava vivo e que os lusitanos estavam dispostos a tudo e assim começou uma série de vitórias para Viriato e o seu povo, que segundo Pinheiro Chagas (...) junto a Tribola, Vetelio é derrotado. Cinco mil homens, que iam socorrer Tartesso, onde se haviam refugiado o resto das tropas romanas, tem igual sorte, sem um só poder escapar. Caio Plaucio é derrotado na batalha campal junto a Cora (...)
(...) Não é mais feliz Unimano do que os seus antecessores Caio Nigidio, que traz reforços consideráveis, é completamente destroçado junto a Viseu. Caio Lelio recupera uma passageira superioridade, que enche de alegria Roma. Fábio Emiliano vem com a missão de acabar de vez com a guerra, trazendo um reforço de quinze mil infantes e dois mil cavaleiros, que se reúnem ao exército de Lelio, às legiões romanas existentes em Espanha e aos seus aliados. Todo este imenso poder é destroçado, junto a Ossuna, pelo valente Chefe Lusitano (...)

(...) Fábio toma a desforra em Beja; mas Viriato é incansável; levanta tropas e derrota os romanos, encurralando-os nos seus quartéis em Córdova, e caminha em marcha triunfal até Granada e Múrcia! (...)

(...) Roma faz os últimos esforços e incumbe o General Serviliano de marchar contra os lusitanos. Duas vezes derrotado o Cônsul vê-se obrigado a assinar um tratado de paz em que Roma reconhece o poder de Viriato. Não rectificou a república, enviando outro general, Cipião, que recorrendo à astúcia, já que nada lucrava com a força, descobriu em dois embaixadores de Viriato dois traidores que acabariam por assassinar cobardemente o seu chefe (...)


ASSASSINATO DE VIRIATO
Quadro de Carlos Alberto Santos
Por especial autorização para este blogue
Colecção particular
Assim morreu Viriato, notável resistente e Chefe Lusitano que nunca se vergou, nem se deixou intimidar perante o poder de Roma e do seu invencível exército.
Texto coorden. por: marr

MORTE DE VIRIATO
Quadro de José de Madrazo
(Museu de Arte Moderna, Madrid)