quarta-feira, 18 de maio de 2011

A CONQUISTA DE SILVES POR D. SANCHO I EM 1189

ARMAS DEFENSIVAS DOS MUÇULMANOS


Colecção particular




No que diz respeito a este tipo de armas torna-se extremamente curioso observar que muito do material acabou por ser adoptado, mais tarde ou mais cedo, pelos exércitos cristãos, embora tal tenha tido mais influência nos territórios que por eles estavam ocupados, assim como o inverso também aconteceu.






PROTECÇÕES
 DA
CABEÇA E PESCOÇO


MAGFAR
Protecção em cota de malha, esta podia ser totalmente fechada protegendo toda a cabeça, faces e pescoço, deixando ficar só o rosto à mostra; outros seriam no género do camal.

Colecção particular

BOTUTE
Defesa do pescoço em ferro. Curiosamente entre os cristãos, esta gola de ferro (gorjal) apareceria sensivelmente no século XIII, quando se começou a substituir as cotas de malha pelas armaduras, principalmente quando se abandonou o camal.

Colecção particular



COBERTURAS DE CABEÇA
Existia uma enorme variedade de capacetes com as formas mais diversas; havia-os de metal ricamente cinzelados ou encrostados, outros tinham umas saliências onde ia prender o camal que servia para proteger o pescoço e a face, além de um nasal móvel.




Colecção particular

Colecção particular

 













 
 
 
 

Colecção particular

Quase todos eram semi-esféricos, terminando em bico, podendo ser confeccionados em ferro, couro ou outros materiais. Geralmente o turbante, quando utilizado, era enrolado à volta das protecções de cabeça.



PROTECÇÕES
DO
TRONCO E PERNAS




ALGALOTA
Espécie de túnica de cores variadas onde os nobres pintavam distintivos, emblemas, frases, etc.

Colecção particular

A partir do século XIII os exércitos europeus, passaram a utilizá-la, embora mais comprida, tendo-lhe dado diversos nomes como cota-de-armas, brial, etc, tendo passado a ser armoriadas. Um dos objectivos dessa "túnica" seria o de proteger as cotas de malha dos raios solares e como forma de identificação do cavaleiro.


 
MUSCA
Camisa de pano que cobria e protegia o corpo, tendo as mangas em malha de ferro, sobre esta colocava-se o peito.



Colecção particular


 
ZARDIA
Cota de malha que descia sensivelmente até aos joelhos e tinha mangas compridas.



Colecção particular


 
PEITOS
Defesa do tronco feito em ferro, utilizavam-se por cima da musca; geralmente eram muito decorados:

Colecção particular
Outras levavam uma grande variedade de defesas:


Colecção particular


ESCUDOS


Escudo de madeira reforçado a
couro
Colecção particular
 
Os muçulmanos tinham uma variedade muito grande de escudos que eram fabricados de diversos géneros de materiais, como peles, nervos de animais, madeira, etc. Para resistir aos golpes de ponta eram reforçados na sua espessura com várias camadas de couro.










Escudo de nervos de animais reforçado
com varias camadas de couro
Colecção particular

Escudo com franjas que serviam para a
protecção contra as setas
Colecção particular







 












DARCA
Escudo de pequenas dimensões, muito leve e o mais utilizado. Praticamente era a única arma defensiva dos peões e havia-os das mais diversas formas: ovais, redondos, com pregos, com um bico no centro, de feitio irregular, outros muito decorados, etc.
Colecção particular


Colecção particular













Texto e ilustrações: marr


domingo, 15 de maio de 2011

A CONQUISTA DE SILVES POR D. SANCHO I EM 1189

ARMAS DEFENSIVAS DOS CRISTÃOS


ESCUDOS


Colecção particular

Alem das diversas formas e nomes que tinham, geralmente eram confeccionados em madeira leve, forrada de couro cru, sendo reforçados nos bordos com aros de ferro. Sobre a face exterior, ou nos bordos, colocavam-se pregos de cabeça larga, para o robustecer. Nalguns, ao centro, tinham uma peça saliente, em bico ou não, geralmente de forma circular feita de ferro, que se chamava umbo, que servia para reforço e protecção da mão ou braço que segurava o escudo pela parte de trás. Os mais comuns por esta época, entre outros das mais diversas formas e tamanhos, destacamos os seguintes:

NORMANDO
Talvez o mais utilizado pelos nossos guerreiros, eram bastante compridos e em forma de amêndoa, ou seja arredondados na parte de cima, ligeiramente convexos e terminando em bico na parte de baixo, o que servia para espetar no chão quando o cavaleiro combatia apeado.


Colecção particular


Eram confeccionados em madeira, forrados de couro e com reforços de ferro nos bordos. Pintavam-se com uma grande variedade de motivos, sendo alguns identificativos do seu possuidor, do seu país, da ordem militar a que o cavaleiro pertencia, etc. Por esta época ainda não se pode falar de heráldica, conforme a conhecemos hoje.


O escudo era sustentado por meio de correias para o braço e outra, com fivelas, para ser ajustada e presa a tiracolo.

A colocação das correias, que se chamavam bracelões, dava a possibilidade de segurar o escudo na vertical ou na horizontal, conforme a ocasião e o cavaleiro assim o desejasse.

Colecção particular

Colecção particular





RODELA
Pequeno escudo redondo, convexo, geralmente reforçado


BROQUEL
Pequeno escudo convexo, extremamente leve, geralmente feito em madeira ou vime, coberto de couro e reforçado a ferro. Era agarrado por uma pega de ferro, que era seguro apenas pela mão.
Colecção particular


Texto e ilustrações: marr