terça-feira, 20 de maio de 2014

VELHOS ESTANDARTES XIX


BANDEIRA MILITAR
DE
D. MARIA II A D. MANUEL II



As bandeiras acham-se montadas em hastes, ferradas pela parte inferior e tendo na superior uma lança. São confeccionadas em seda bicolor, de azul e branco, partidas verticalmente, tendo no centro uma coroa fechada, e na parte inferior um escudo. No meio e em fundo branco, encontram-se assentes as cinco chagas, de cor azul e em torno do fundo branco existe um campo encarnado em que assentam os sete castelos de ouro.

(colecção particular)
 Circundando o escudo, existem duas palmas que cruzam inferiormente num ponto, do qual se acha pendente, por meio de um laço, uma cruz; pela parte inferior do escudo existe uma fita ou listel branco em que se coloca a legenda com o nome da unidade. Em cada ângulo da bandeira existe uma coroa fechada, tendo pela parte inferior, enleadas as letras iniciais do nome da pessoa reinante. 

Junto à extremidade da bandeira, que une à lança, encontra-se uma gravata  com as cores da gola e dos canhões da farda do regimento a que pertencia.

Nota: Todas as partes de que se compõem as armas reais, são de seda circundada de cordão do mesmo tecido e bordados a retalho.

Era este o modelo, base, das bandeiras utilizadas desde o reinado de D. Maria II até ao fim da Monarquia, com algumas pequenas alterações sem grande significado.

Texto e ilustrações: marr

domingo, 26 de janeiro de 2014

VELHOS ESTANDARTES XVIII

ESTANDARTE DO CORPO DE GUIAS

D. PEDRO IV

D. Pedro IV
Com uniforme de Coronel de Caçadores 5
(Colecção particular)


Por força do Decreto de 18 de Outubro de 1830, a bandeira Nacional passou a ser bipartida verticalmente de branco e azul, ficando esta última cor junto à haste e as Armas Reais colocadas no centro da bandeira, metade sobre cada uma das cores.
Decreto de 18 de Outubro de 1830  -   Documento da época
(Colecção particular)

Pequeno apontamento histórico:

O Corpo de Guias, foi criado pelo mesmo Decreto da organização do Exército Expedicionário à Ilha Terceira em 25 de Março de 1832.

O seu comando, durante a defesa do porto, em 1832, esteve a cargo do Coronel graduado João Nepomuceno de Macedo. Na defesa do dia 29 de Setembro desse mesmo ano, o Corpo de Guias distinguiu-se carregando o inimigo de uma forma admirável e enérgica.
Companhia de Guias - Porta estandarte
(Colecção particular)

Na sortida das Antas tomou parte um esquadrão de guias, na coluna comandada pelo Coronel Schwalback.

Na sortida de Monte Crasto, entrou com vinte cavalos, na força de cerca de mil e quatrocentos homens sob o comando do Imperador.
Hino Imperial-Constitucional
Documento da época
(Colecção particular)





Na defesa das Linhas do Porto, de 24 de Março de 1833, trinta oficiais deste Corpo, com oitenta lanceiros e vinte e nove Voluntários Nacionais de Cavalaria, fizeram frente a três esquadrões de cavalaria inimiga que vieram cobrir a retirada da sua infantaria, mas não chegaram a travar combate.





Hino Constitucional  -  Documento da época
(Colecção particular)










Foi este Corpo extinto pelo Decreto de 3 de Abril de 1833, por faltarem oficiais para os regimentos de cavalaria de linha. deste Corpo, fizeram parte oficiais muito distintos, os quais foram louvados pelo "zelo e actividade" com que se comportaram e pelos "serviços" que prestaram, "dando constantes prova de fidelidade"












"O Arquivo Popular" N.º 8 de 24 de Fevereiro de 1838
(Colecção particular)



Texto e ilustrações: marr