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Guerreiros Lusitanos Quadro do mestre Carlos Alberto Santos Por especial autorização para este blogue Colecção particular |
Por vezes ordenavam-se em corpos com cerca de 6 000 homens, combatendo em linha simétricas, colocadas de modo a servirem tanto para o ataque como para a defesa, protegendo-se mutuamente, aplicando a formatura em cunha, em que eram bastante exímios, embora a sua grande "especialidade" fosse a guerrilha, a emboscada e o ardil. Se tivermos em consideração o terreno onde eles progrediam que era extremamente arborizado e sem vias de comunicação, assim os Lusitanos, face aos romanos, tinham toda a vantagem de além de conhecerem o terreno, uma vez que as suas zonas de refúgio eram autênticos "esconderijos" da guerrilha, praticamente inacessíveis aos exércitos de ocupação, aliavam a tudo isto a ligeireza e flexibilidade face aos romanos, tanto no equipamento como no armamento dos seus guerreiros, dando-lhes assim uma rapidez de movimentos extremamente eficaz.
De nada servia o bem preparado e pesado equipamento e armamento do temível exército romano, temível sim mas, nas circunstâncias de uma guerra convencional para combater em campo aberto e não em estreitos caminhos, escarpadas montanhas, desfiladeiros intransponíveis e florestas extremamente densas.
De nada servia o bem preparado e pesado equipamento e armamento do temível exército romano, temível sim mas, nas circunstâncias de uma guerra convencional para combater em campo aberto e não em estreitos caminhos, escarpadas montanhas, desfiladeiros intransponíveis e florestas extremamente densas.
A cavalaria Lusitana, regra geral, formava na retaguarda, entrando só em combate na ocasião em que os chefes achassem oportuno e actuavam sempre por entre os intervalos da infantaria; por vezes os cavaleiros combatiam desmontados, deixando as montadas seguras nas árvores ou em estacas que eles transportavam presas nas extremidades das rédeas.
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Quadro do mestre Carlos Alberto Santos Por especial autorização para este blogue Colecção particular |
Quem melhor os soube descrever foi o geógrafo grego Estrabão na sua "Geografia da Ibéria", no Capítulo II, §3, N.º 6, relata-nos: (...) os Lusitanos são hábeis e ligeiros nas lutas de guerrilhas, em armar ciladas e em retirarem vantagens de situações desesperadas, fazendo as suas evoluções militares com muita ordem e destreza; tanto combatem a pé como a cavalo e estes últimos geralmente transportavam um peão na garupa do cavalo, sendo o animal treinado a subir as ásperas encostas das serras(...)
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Monumento a Viriato em Viseu |
(...) Entravam em combate soltando cânticos guerreiros, fazendo uma grande algazarra, gritando e abanando o cabelo para infundir terror, batendo com os pés no chão e as espadas nos escudos, numa bélica gritaria de ardor e entusiasmo (...)
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Monumento a Viriato em Viseu |
Era este o testemunho acerca deste povo aguerrido, que lutou tenazmente contra as legiões invasoras em prol da sua autonomia e independência, que era aquilo que os Lusitanos mais prezavam.
Texto de: marr
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